Empresários chineses são presos com 3 mil peças de mercadorias falsificadas, na PB

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Dois empresários chineses foram detidos e cerca de 3 mil peças de mercadorias falsificadas foram apreendidas nesta quarta-feira (26), durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil, em João Pessoa. Na ação também foi apreendido dinheiro em espécie. Segundo a Polícia Civil, a mercadoria apreendida poderia render R$ 300 mil, caso fossem vendidas ao preço das peças originais.

Ainda segundo a Polícia Civil, os empresários chineses são suspeitos de participar de um esquema internacional de comercialização de produtos falsificados. A operação contou com o apoio do Departamento de Estado Norte-americano

De acordo com o delegado Lucas de Sá, os empresários foram autuados pelos crimes contra patentes. No entanto, eles ainda poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e sonegação de tributos, a depender do resultado das investigações.

Ainda de acordo com o delegado, durante depoimento, os empresários admitiram comercializar produtos falsificados há, pelo menos, três anos. Em poder de um deles, os policiais encontraram cerca de R$ 30 mil em espécie, sem nenhuma origem comprovada.

“A negociação de produtos piratas, segundo levantamento do Departamento de Estado Norte-americano e da Interpol, movimenta 522 bilhões de dólares por ano, além de resultar na perda de R$ 30 bilhões por ano com arrecadação de impostos e na perda de 2 milhões de empregos formais. Além do prejuízo econômico, os valores obtidos com a venda são utilizados para financiamento de condutas criminosas mais graves, como lavagem de dinheiro, crimes contra a administração pública, financiamento a organizações criminosas, dentre outros“, disse o delegado.

Esta foi a segunda fase da Operação Réplica. A primeira fase da operação foi deflagrada em agosto de 2018 e resultou na prisão de dois empresários e a apreensão de produtos falsificados de duas marcas norte-americanas.

O objetivo maior da operação é identificar os responsáveis pela produção, importação e negociação dos produtos falsificados, além de identificar os maiores beneficiados pelos lucros advindos desta conduta. 

Fonte: Vale do Piancó Notícias com G1